Boa Tarde (28/07/2017)

Procurador diz que Lava Jato não sofre com contingenciamento e critica fala de ministro

Fonte:Rádio Jovem Pan



O ministro da Justiça, Torquato Jardim, admitiu que por conta da restrição orçamentária, as ações da polícia Federal poderão ser prejudicadas e que cabe à própria entidade definir suas prioridades. O orçamento da PF sofreu um contingenciamento de R$ 400 milhões no início do ano. R$ 170 milhões já foram desbloqueados e daqui até o final do ano a recomposição mensal deverá ser de mais R$ 70 milhões.
Com relação à Operação Lava Jato, o ministro mais uma vez garantiu que defende as ações. Segundo ele a operação está blindada, não há risco de interferências indevidas.
Questionado se a Lava Jato corre algum risco, o procurador da força-tarefa da operação, Deltan Dallagnol afirmou, em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, que não há diminuição de recursos para as investigações, mas a contenção de despesas no Ministério Público Federal como um todo, assim como o que acontece na Polícia Federal.
“Lava Jato é prioridade e decidiu-se, dentro da instituição, priorizá-la. Mas não é o que vemos acontecer dentro da Polícia Federal. Embora o ministro [da Justiça] apoie a Lava Jato com palavras, as atitudes divergem. O que vimos acontecer nos últimos meses foi a redução do número de delegados a menos da metade a um ponto que não tinha como sobreviver a estrutura do Paraná. Julgamos as intenções melhor que pelas palavras e pelos atos. E o que os atos dizem é que essas pessoas não querem a Lava Jato continuando”, criticou Dallagnol.
Prisão de Aldemir Bendine
Para o procurador da Lava Jato, a constatação de recebimento de ilícito por parte do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine, que levou à sua prisão nesta quinta-feira (27) na 42ª fase da Lava Jato, é algo “assustador e indignante”.
“Bendine foi colocado lá para enfincar a corrupção. Era a raposa cuidando do galinheiro”, disse o procurador.
Para Dallagnol, a prisão de Aldemir Bendine era essencial para que não se perpetuassem os crimes: “isso nos torna ainda mais convictos de que se queremos estancar esses crimes, nós precisamos aplicar o remédio duro, amargo, que é a prisão”.

Unidas pela propina, Dilma e Gleisi formam uma dupla e tanto

Fonte:Rádio Jovem Pan



Está previsto para esta sexta-feira (28) o depoimento de Dilma Rousseff no âmbito da ação penal que tramita no STF contra a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, e seu marido, ex-ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
É a chance de Dilma retribuir a Gleisi toda a dedicação em defende-la com esperneios diários. Quem não se lembra da ré Gleisi, com codinomes Amante e Coxa nas planilhas da Odebrecht, perguntando aos gritos “que moral tem os senadores para dizer que ela [Dilma] é culpada?”?
Eu não sei que moral tem as testemunhas de defesa da senadora para dizer que ela é inocente. O condenado Lula e Graça Foster já depuseram a seu favor e José Sergio Gabrielli prestará depoimento na próxima segunda-feira (31).
Mas agora, é a vez de Dilma fazer o que petista faz melhor: dizer que não sabe de nada.
Curiosamente, chegou nos últimos dias às mãos de Edson Fachin, a nova versão da delação de Pedro Corrêa. Na versão original, ele havia contado que o dinheiro sujo injetado na campanha de Gleisi saiu da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, comandada por Paulo Roberto Costa, operador do PP no petrolão. E mais, que Costa lhe disse que esse gesto era para atender a candidata Dilma.
Tanto que Dilma, depois de eleita, escolheu Gleisi para assumir a Casa Civil.
Unidas pela propina, Dilma e Gleisi formam uma dupla e tanto. Ainda bem que Fachin manteve seus trabalhos durante o recesso do Judiciário e, bem ou mal, poderá proferir a sentença da presidente do PT em breve. Se Gleisi for condenada, haja chupeta para tanta choradeira.

Desemprego no País é de 13% no segundo trimestre e atinge 13,5 milhões de pessoas

Fonte:Rádio Jovem Pan



O desemprego no País foi de 13% no trimestre de abril a junho, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Neste período, o número de desempregados foi de 13,5 milhões de pessoas.
O IBGE divulgou os dados nesta sexta-feira (28) e estes fazem parte da Pnad Contínua. A pesquisa não usa apenas os trimestres tradicionais, mas os períodos chamados de “móveis”, como fevereiro, março e abril; março, abril e maio, e assim por diante). Foram pesquisadas 211.344 casas em cerca de 3,5 mil municípios.
São considerados desempregados, segundo o IBGE, aqueles que não têm trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana de coleta de dados.
Em igual período de 2016, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 11,3%. No primeiro trimestre de 2017, o resultado ficou em 13,7%.
A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.104,00 no trimestre encerrado em junho. O resultado representa alta de 3,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 185,1 bilhões no segundo trimestre.


Para driblar crise, Grupo Pão de Açúcar lança app com descontos personalizados para clientes

Fonte:Rádio Jovem Pan




Como já dizia a vovó, a necessidade faz o sapo pular. No economês, a crise obriga todo mundo a ser criativo para atrair o cliente e aumentar as vendas.
É aí que o Grupo Pão de Açúcar acabou de ter grande sacada ao usar os hábitos de consumo dos clientes para dar descontos personalizados.
O aplicativo Meu Desconto oferece promoções para quem está cadastrado nos dois programas de fidelidade do grupo e chegam até a 50%. Isso é possível porque a tecnologia por trás do aplicativo leva em conta o que o cliente já comprou na loja e o que poderia comprar. Mas a grande sacada é que nenhum real destes descontos é bancado pelo Grupo Pão de Açúcar, que agora tem acesso a base de dados dos programas de fidelidade.
Esse modelo é inovador, conta Geraldo Samor.


Foragido da Lava Jato, operador da Odebrecht será julgado na Espanha

Fonte:Ulisses Neto e Rádio Jovem Pan


O advogado foragido da Lava Jato, Rodrigo Tacla Duran, não será extraditado pela Espanha para o Brasil. Duran pertencia ao Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, mais conhecido como departamenta da propina da empreiteira.
Acusado de ser o operador das offshores usadas pela companhia para subornar políticos ao redor do mundo, Durán desapareceu do Brasil no final do ano passado e acabou preso na Espanha, onde foi localizado depois de passar pelos Estados Unidos.
A justiça do país ibérico chegou a dar ordem de extradição de Rodrigo Duran, que recorreu da decisão e teve o apelo atendido em uma instância superior.
Os magistrados decidiram que Duran, por ter cidadania espanhola, não pode ser extraditado para o Brasil. Mas ele será julgado na Espanha pelas mesmas acusações que responde em seu país de nascimento. Inclusive os juízes espanhóis argumentaram que as acusações apresentadas pelo Brasil, como corrupção e lavagem de dinheiro, estão bem fundamentadas e as provas enviadas pelo país serão usadas contra ele.
O jornal madrilenho El País divulga nesta sexta-feira (28) uma longa entrevista com Rodrigo Tacla Duran em que ele dá detalhes sobre os crimes cometidos pela Odebrecht, empresa em que atuou até 2016.
Segundo ele, a empreiteira subornou mais de mil pessoas nos últimos anos, desde gerentes de empresas públicas até chefes de estado. Tacla Duran também contesta o valor total de propinas pagas pela Odebrecht ao redor do mundo. Afirma que a empresa gastou no mínimo 2,6 bilhões de dólares por meio do esquema de offshores em paraísos fiscais. Esta cifra é quase quatro vezes maior que o reconhecido pela empresa em seus acordos com a justiça.
Nessa entrevista ao El País, o ex-advogado da empreiteira ainda declara que a Odebrecht organizava festas e enviava mulheres do Brasil para entreter políticos do Panamá e da República Dominicana. Os encontros eram registrados e depois as fotos eram utilizadas para chantagear os políticos que participavam desses encontros.
Rodrigo Tacla Duran está em liberdade provisória em Madrid depois de ter passado 72 dias preso na Espanha a pedido da Lava Jato. Agora ele aguarda julgamento na Europa pelos crimes apontados no Brasil.

Contas de luz ficarão mais caras após aumento de impostos sobre os combustíveis, admite Aneel

Fonte:Rádio Jovem Pan



Agência Nacional de Energia Elétrica admite que contas de luz vão ficar mais caras, após aumento de impostos sobre os combustíveis. Os valores deverão subir por causa do reajuste do diesel, que é usado em grande parte das termelétricas do País.
Nesse caso, a alíquota de PIS e Cofins passou de 21 para 46 centavos, por litro.
Em nota, o Ministério de Minas e Energia afirma que ainda “está estudando os efeitos” do reajuste tributário nas tarifas.
A seca que atinge algumas regiões agrava a situação, já que o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas aumenta a dependência das termelétricas.
O ex-diretor da Aneel Afonso Henrique Santos afirmou que a alta será inevitável: “que este aumento de impostos irá chegar às contas de luz, não tenho dúvidas. A questão é quando e qual a intensidade deste impacto”.
Afonso Henrique Santos acredita que a bandeira tarifária, que ficou amarela em julho, deve passar para vermelha, nos próximos meses.
Falando ao repórter Bruno Escudero, o presidente do Conselho Federal de Economia, Julio Miragaya, afirmou que o reajuste também vai impactar outros setores: “esse aumento é diluído, porque ele vai impactar em uma fração do preço daquele produto”.
Julio Miragaya ressaltou que o impacto mais forte será sentido, de fato, nas bombas de combustíveis.
A Agência Nacional de Transporte de Cargas estima que o aumento dos impostos levará a uma alta de até 4% no valor do frete.

Convocar assembleia constituinte é tentativa de Maduro de reconquistar o poder Legislativo

Fonte:Rádio Jovem Pan



A convocação de uma assembleia constituinte para o próximo domingo é a principal aposta de Nicolás Maduro para se manter no poder na Venezuela.
A ferramenta é tratada nas democracias mais modernas como uma forma de reinventar e refundar as condições sociais e políticas de um país. Sendo mais claro: diante de uma crise social ou econômica profunda, um país elege representantes para discutir uma nova constituição.
No caso venezuelano, a convocação é uma tentativa de Maduro de reconquistar o poder legislativo, como destacou o analista de conjuntura internacional da USP, Alberto Pfeifer: “o processo de convocação da assembleia constituinte não só enfraquece o poder legislativo atual na Venezuela, mas o decepa, o elimina do cenário político”.
O presidente venezuelano propôs o seguinte: no próximo domingo, os venezuelanos vão eleger 545 legisladores que irão atuar no parlamento a partir da semana que vem.
Mas não será uma votação comum. Dois terços dos representantes serão eleitos territorialmente. Cada município elegerá um e as capitais dos estados dois.
O resto será escolhido por uma eleição setorial. Juntos, Trabalhadores sindicalizados, aposentados, estudantes, conselheiros comunitários, camponeses e pescadores, empresários, portadores de deficiência e indígenas vão eleger outros 181 legisladores.
Essa configuração ajuda e muito o regime, porque tira o peso da votação nas grandes cidades e fortalece os votos de movimentos sociais fiéis à Maduro.
“Uma constituinte diferente do que se tem visto na democracia moderna e que, provavelmente, reforçará o poder de Nicolás Maduro”, explicou Pfeifer.
O Conselho Nacional Eleitoral é outro órgão ligado ao regime e estabeleceu outras regras que dificultam a vitória da oposição.
50 mil postulações foram protocoladas, mas só 6 mil cento e 20 foram aceitas, porque Maduro proibiu candidaturas partidárias.
Os opositores consideram a assembleia uma fraude e afirma que o presidente deveria submeter a convocação a um referendo.
Simbolicamente, a Mesa de Unidade Democrática realizou uma consulta informal há duas semanas, que constatou que 98 por cento dos 7 milhões dos venezuelanos que votaram são contra a Assembleia Constituinte.




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