Boa Tarde (18/07/2017)

Cade sugere condenação de empresas por cartel no mercado de LCD e de notebooks

Por Estadão Conteúdo

A Superintendência Geral (SG) do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sugeriu a condenação de empresas participantes de cartéis nos mercados internacionais dos principais componentes de monitores de tubo e de LCD e de notebooks. Segundo nota divulgada na manhã desta segunda-feira, 17, pelo Cade, em um dos processos a superintendência recomendou a condenação da companhia Chunghwa Picture Tubes por prática colusiva no mercado internacional de fabricação e venda de tubos coloridos para computadores (em inglês, Color Display Tube – CDT). O produto é o principal componente de monitores de tubo.
Em outro processo, a SG sugere a condenação das empresas Chunghwa Picture Tubes, Epson Imaging Devices Corporation, Hannstar Display, INC, Hitachi Display, Inc e Sharp por formação de cartel na fabricação e venda de Painéis de Cristal Líquido com Transistores de Película Fina (em inglês, Thin-Film Transistor – TFT), também conhecidos como painéis de TFT LCD. O produto é o principal componente de monitores e notebooks.
A superintendência avalia, em seus pareceres, que, em ambos os casos, a conduta afetou a concorrência e causou prejuízos, no Brasil, tanto às empresas que adquiriram o produto das representadas em escala mundial, quanto aos consumidores que compraram monitores e notebooks com as tecnologias em questão.
“Os cartéis eram marcados pela troca regular de informações comercialmente sensíveis, como capacidade de produção, escassez de oferta e informações sobre lançamento de novos produtos. As empresas também lançavam mão de fixação de preço, preços-meta e aumentos coordenados de preços. No cartel de CDT identificou-se ainda divisão de mercado e restrição da produção”, diz a nota do Cade.
A apuração da superintendência mostra que o cartel de CDT operou entre 1995 e 2007. Já o de TFT LCD atuou entre 2001 e 2006.
Termos de compromisso
Durante as investigações, os dois casos tiveram celebração de Termos de Compromissos de Cessão (TCCs) com o Cade. Firmaram acordos relacionados ao processo de TFT LCD as empresas Samsung Electronics Co., Ltd. Samsung Electronics Taiwan Co. Ltd., LG Display Co, LG Electronics , INC (LGE), LG Electronics Taiwan Taipei CO. LTD. (LGETT) e Au Optronics e Quanta Display Inc, além de pessoas físicas relacionadas a elas.
Com relação ao processo de CDT, celebraram TCCs com o Cade a Philips, LP Displays International Limited e LG Eletronics Inc.
Pelos acordos, as partes admitiram participação na conduta investigada e se comprometeram a cessá-la e a colaborar com a elucidação dos fatos. As empresas recolheram ainda contribuição pecuniária ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). Com os TCCs, a superintendência recomendou ao Tribunal do Cade o arquivamento dos processos administrativos. Os casos ainda serão julgados pelo tribunal do Cade, que é responsável pela decisão final.

Em dez anos, Brasil deve ultrapassar os EUA na produção de soja

Por Agência Brasil

O Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos como o maior produtor de soja mundial em dez anos, de acordo com o novo relatório Perspectivas Agrícolas 2017-2026, divulgado na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Durante o período analisado, espera-se que a produção mundial de soja continue expandindo-se, mas em um ritmo de 1,9% por ano, abaixo da taxa de crescimento de 4,9% anual da última década.
De acordo com o relatório, a produção de soja no Brasil deve crescer a 2,6% por ano, o maior crescimento entre os principais produtores, já que dispõe de mais terras, comparado com a Argentina, com crescimento projetado de 2,1% por ano e os Estados Unidos, de 1% por ano.
A expectativa é de que, com isso, o Brasil ultrapasse os Estados Unidos como o maior produtor de soja. As exportações do produto em 2026 serão dominadas pelo Brasil e Estados Unidos que, juntos, respondem por quase 80% das exportações mundiais.
Supersafra
As estimativas do último levantamento da safra 2016/2017 divulgadas, também nesta semana, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) pareceram confirmar as expectativas traçadas pela FAO e OCDE. A Conab projeta que a safra no período seja de 237,2 milhões de toneladas de grãos. Uma produção recorde, com crescimento de 27,1% em relação ao período anterior.
De acordo com a pesquisa, a produção de soja deve crescer 19,4% e chegar a 113,9 milhões de toneladas colhidas, mantendo assim a expectativa dos números divulgados em maio. Já a produção de milho pode chegar a 96 milhões de toneladas, 44,3% acima da safra 2015/2016.
Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja do Brasil, Marcos da Rosa, todas essas projeções podem ter impacto nos preços, que já vêm caindo. “Fazer um anúncio de safra grande pode fazer com que o mercado precifique para baixo, o que é ruim para todo mundo”, diz.
“Quando olhamos o preço das commodities soja e milho, observamos que houve queda e isso é um desestímulo. Como as duas últimas safras de soja, norte e sul, foram boas, a gente sentiu uma oferta maior que a demanda. Sentimos no bolso que a oferta foi muito grande e os valores pagos caíram bastante em relação à safra passada”, acrescenta.
Valor agregado
Na avaliação do chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Soja, Alexandre Cattelan, o Brasil tem um potencial de crescimento para os próximos anos inclusive superior ao projetado pelas organizações internacionais. No entanto, os preços do mercado externo e questões logísticas podem desestimular os produtores.
“O Brasil praticamente já atingiu o limite da logística, aliás, está acima do limite da logística. Estamos observando que esse ano a safra ainda não foi totalmente comercializada principalmente em termos de exportação”, diz e acrescenta: “Tem muita soja estocada e o milho da segunda safra praticamente não tem onde ser armazenado. Vemos milho a céu aberto. Em parte, a soja não foi totalmente escoada por conta dos baixos preços”.
O pesquisador defende que, para que o Brasil siga lucrando com a soja, o ideal é agregar valor.  “Temos que agregar valor, transformar a soja em carne, seja frango, porco, boi, usando-a como ração. Outra opção é o biodiesel, que tem tido um aumento paulatino e é um mercado interessante porque 90% é produzido com óleo de soja”.
Outras projeções
O relatório da OCDE e da FAO traz projeções até 2026 para os principais produtos agrícolas. No período analisado, a produção mundial de grãos crescerá cerca de 1% por ano, o que levará a um aumento total em 2026 de 11% para o trigo, 14% para o milho, 10% para os grãos secundários e 13% para o arroz.
Em relação à pecuária, é previsto que a participação dos dois maiores países exportadores de carne, que são Brasil e Estados Unidos, aumente até aproximadamente 44%, contribuindo com quase 70% no aumento previsto das exportações mundiais de carne durante o período analisado.
Em relação a biocombustíveis, a expectativa é de que a demanda brasileira de etanol expanda-se em 6 bilhões de litros no período analisado, o que resultaria em um aumento na produção de mais de 40% nos próximos dez anos.

Saques do FGTS chegam a R$ 41,8 bilhões e superam o esperado, diz Planejamento

Por Estadão Conteúdo

O Ministério do Planejamento informou nesta segunda-feira, 17, que os saques de contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) chegaram a R$ 41,8 bilhões até o dia 12 de julho. De acordo com a pasta, o resultado é superior às projeções iniciais do governo de que apenas 70% dos saques fossem efetivados.
“Mas já estamos chegando aos 100% de saques, cerca de R$ 43,6 bilhões”, avaliou o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos do ministério, Marcos Ferrrari, por meio de nota.
O estudo apresentado pelo órgão mostra que a maioria dos recursos das contas inativas do FGTS foi utilizada para quitar dívidas (36%). O ministério alega ainda que a queda de 4,5% no uso do cheque especial em abril e a redução no uso do cartão de crédito de 15,7% para 5,7% no mesmo mês foram “impactos paralelos” da medida.
De acordo com o estudo, no período de liberação dos saques do FGTS, também houve aumento das vendas de varejo, em especial de supermercados, celulares e automóveis. “Houve redução da inadimplência, do endividamento e do comprometimento de renda, além de aumento da confiança do consumidor e do comércio. Nota-se também aumento da captação líquida das cadernetas de poupança”, relaciona o documento.

Caixa lidera ranking de reclamações contra instituições financeiras no 2º tri

Por Estadão Conteúdo

O Banco Central informou nesta segunda-feira, 17, que a Caixa Econômica Federal liderou o ranking de reclamações contra instituições financeiras referente ao segundo trimestre de 2017. O banco registrou índice de 29,11. Em segundo lugar aparece o Santander (28,58) e, em terceiro, o Bradesco (24,45). Nesta lista, estão os bancos e as financeiras com mais de 4 milhões de clientes.
O índice de reclamações é calculado com base no número de reclamações consideradas precedentes, dividido pelo número de clientes da instituição, multiplicado por 1.000.000. Na prática, quanto maior o índice, pior a classificação da instituição. Antes publicado a cada dois meses, o ranking passou a ser trimestral neste ano.
No ranking, o Banco do Brasil aparece como a quarta instituição mais reclamada (índice de 21,71). Na sequência estão Itaú Unibanco (21,33), Banrisul (15,86), Votorantim (14,98), Midway (11,85), Omni (4,12), Pernambucanas (2,86) e Banco do Nordeste (0,00).
Instituições menores
Entre os bancos e financeiras com menos de 4 milhões de clientes – que formam um ranking a parte -, a liderança é a Agiplan, com índice de reclamações de 130,84 no segundo trimestre. Em seguida aparecem Pan (81,21), BRB (60,09), BNP Paribas (56,93), Paraná Banco (54,45), Intermedium (54,16), CCB (51,26), Alfa (50,99), BMG (47,75) e Safra (44,12).
Entre as reclamações mais frequentes estão a oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada e irregularidades relativas a operações e serviços.
Consórcios
O BC publicou ainda um ranking referente às administradoras de consórcios. A primeira posição no ranking de reclamações é da Caixa Consórcios, com índice de 139,42. Depois aparecem Santander Brasil Administradora de Consórcio (72,55) e Consórcio Nacional Volkswagen (59,98).

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